Felizmente já está mudando, mas até bem pouco tempo, produto chinês era sinônimo de falsificação mal-acabada. No ramo das canetas tinteiro, isso está bem longe de ser verdade hoje. Essa tendência entretanto, não foi exclusividade dos chineses. No pós guerra, o Japão estava em sérias dificuldades, pois sua indústria estava destruída e desacreditada.
Muito produto "inspirado", foi fabricado no Japão. A caneta mais famosa, foi a P. ARKER. Na caixa, vinha o ponto de abreviação na letra P, mas esse ponto logo sumia e a caneta virava uma PARKER...
Outro prodígio da época, foi a Skater. Enquanto a P. ARKER imitava a Parker 51, a Skater imitava as Parker Vacumatic em celulóide laminado (as famosas "rajadinhas"), que embora não fossem mais fabricadas, ainda tinham muitos seguidores.
Encontrei minha Skater no Mercado Livre. O vendedor pedia R$ 10,00. Ofereci R$ 5,00 e ele topou...
A caneta, chegou em estado de miséria. Não tinha clipe, estava com a tampa descolada longitudinalmente (as canetas em celulóide eram feitas de uma lâmina moldada e colada) e chacoalhava, isto é, fazia barulho de coisa solta dentro quando se balançava.
A pena, por incrível que pareça, era uma genérica folheada a ouro, que depois mostrou ser super macia.
Não seria propriamente uma Frankenpen se tivesse vindo com clipe... Depois de procurar fotos, encontrei uma onde aparecia a tampa em close. O clipe imitava a flecha da Parker. Revirando as sucatas, encontrei um velho clipe de Parker 51 Vacumatic que serviu direitinho.
Tampa colada, limpeza geral e fixação das peças internas (já que o "ink sac" incrivelmente estava íntegro...) e a caneta ficou pronta. Pode não ser uma caneta de "pedigree", mas há poucas sensações mais agradáveis do que tirar uma caneta da lata do lixo...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Frankenpen I - Parker 21 MkII
A Parker 21, é uma das canetas mais bem sucedidas da Parker. Fazer parte de uma família real sem perder valor e brilho para a rainha, é algo só possível para quem tenha muita personalidade. A Parker 21, foi lançada durante o reinado da Parker 51. A Parker 51 era fabricada com materiais e técnicas dos mais inovadores, o que rapidamente tornou-a objeto de desejo da maioria dos aficcionados por canetas.
Tais técnicas e materiais especiais, faziam da Parker 51 uma caneta CARA. A missão da Parker, era projetar e lançar no mercado uma caneta parecida com a 51, mas que pudesse custar mais barato em virtude de materiais e técnicas mais simples. Atingindo esse objetivo, estariam atendidos dois mercados principais, o dos usuários que não desejavam gastar demais com uma caneta e o mercado dos estudantes que queriam se livrar das pouco práticas penas de mergulho.
Nascia a Parker 21, diferente da 51 nos seguintes quesitos:
- Polímero: Poliestireno ao invés de acrílico;
- Acabamento da Tampa: Cromeadas e não folheadas a ouro;
- Protetor do ink sac: Desenho mais simples e econômico de material;
- Pena: Apesar de embutida, era recurva e não cilíndrica como na 51;
- Clipe: Sem o formato tradicional de flecha
Remexendo velhos achados em casa, encontrei uma Parker 21 MkII. Segunda geração da Parker 21, tinha pena integrada ao conjunto do "shell" (a região de empunhadura que cobre a pena) e clipe da tampa do tipo "hollow" (oco). Estado geral: Clipe com alguns pontos de corrosão por perda do cromo e pena sem o insert da ponta (o famoso "irídio"). Ninguém na família conseguiu afirmar com certeza quem tinha sido o dono/usuário dela.
A primeira idéia de quem vai consertar uma caneta, é substituir a(s) peça(s) avariadas por peças originais. No caso de uma Parker 21, essa tarefa é muito mais difícil do que parece a princípio. Projetada para ser uma caneta barata, a grande maioria quando fora de serviço, estava destinada ao lixo. Dessa forma, pouca gente guardou canetas que pudessem ser doadoras de peças e menos gente ainda tem peças de reposição novas para elas. Em outras palavras, como diz o popular: "NÃO VALE A PENA CONSERTAR"...
Mas as partes em polímero do corpo da caneta, estavam perfeitas, algo não muito comum em velhas Parker 21, pois o poliestireno é um polímero quebradiço e relatos de Parker 21 trincadas são muito comuns. Além disso, o "ink sac" estava íntegro e sem nenhum vazamento.
A desoxidação do clipe e a substituição da pena, poriam a caneta novamente em forma, mas depois de vários e-mails para muitas empresas especializadas, descobri que uma pena de Parker 21 era algo quase inexistente.
Fui então revirar a caixa de sucatas de canetas. Lá estava uma Parker 15 que usei diariamente por 20 anos. Essa caneta é conhecida atualmente como Parker Jotter tinteiro. Caneta muito simples, mas equipada com uma pena extremamente macia. Analisando a pena da Parker 15 na lupa, verifiquei que o insert da ponta estava perfeito.
Desmontado o conjunto alimentador/pena da Parker 21, constatei que a pena da 21 tinha o formato frontal ligeiramente diferente da 15 e o comprimento ligeiramente maior, mas a LARGURA era a mesma, o que permitiria o encaixe e fixação ideais.
Veja a seguir, fotos da caneta, que está perfeita e funcional. E o mais importante: Uma pena perfeita que equipava uma caneta quebrada, não foi parar no lixo... Importante observar, que essa adaptação, pode ser considerada como simples. O componente enxertado, apesar de fundamental, é da mesma marca e pela montagem embutida praticamente não mudou o visual original nem a funcionalidade da caneta.
Tais técnicas e materiais especiais, faziam da Parker 51 uma caneta CARA. A missão da Parker, era projetar e lançar no mercado uma caneta parecida com a 51, mas que pudesse custar mais barato em virtude de materiais e técnicas mais simples. Atingindo esse objetivo, estariam atendidos dois mercados principais, o dos usuários que não desejavam gastar demais com uma caneta e o mercado dos estudantes que queriam se livrar das pouco práticas penas de mergulho.
Nascia a Parker 21, diferente da 51 nos seguintes quesitos:
- Polímero: Poliestireno ao invés de acrílico;
- Acabamento da Tampa: Cromeadas e não folheadas a ouro;
- Protetor do ink sac: Desenho mais simples e econômico de material;
- Pena: Apesar de embutida, era recurva e não cilíndrica como na 51;
- Clipe: Sem o formato tradicional de flecha
Remexendo velhos achados em casa, encontrei uma Parker 21 MkII. Segunda geração da Parker 21, tinha pena integrada ao conjunto do "shell" (a região de empunhadura que cobre a pena) e clipe da tampa do tipo "hollow" (oco). Estado geral: Clipe com alguns pontos de corrosão por perda do cromo e pena sem o insert da ponta (o famoso "irídio"). Ninguém na família conseguiu afirmar com certeza quem tinha sido o dono/usuário dela.
A primeira idéia de quem vai consertar uma caneta, é substituir a(s) peça(s) avariadas por peças originais. No caso de uma Parker 21, essa tarefa é muito mais difícil do que parece a princípio. Projetada para ser uma caneta barata, a grande maioria quando fora de serviço, estava destinada ao lixo. Dessa forma, pouca gente guardou canetas que pudessem ser doadoras de peças e menos gente ainda tem peças de reposição novas para elas. Em outras palavras, como diz o popular: "NÃO VALE A PENA CONSERTAR"...
Mas as partes em polímero do corpo da caneta, estavam perfeitas, algo não muito comum em velhas Parker 21, pois o poliestireno é um polímero quebradiço e relatos de Parker 21 trincadas são muito comuns. Além disso, o "ink sac" estava íntegro e sem nenhum vazamento.
A desoxidação do clipe e a substituição da pena, poriam a caneta novamente em forma, mas depois de vários e-mails para muitas empresas especializadas, descobri que uma pena de Parker 21 era algo quase inexistente.
Fui então revirar a caixa de sucatas de canetas. Lá estava uma Parker 15 que usei diariamente por 20 anos. Essa caneta é conhecida atualmente como Parker Jotter tinteiro. Caneta muito simples, mas equipada com uma pena extremamente macia. Analisando a pena da Parker 15 na lupa, verifiquei que o insert da ponta estava perfeito.
Desmontado o conjunto alimentador/pena da Parker 21, constatei que a pena da 21 tinha o formato frontal ligeiramente diferente da 15 e o comprimento ligeiramente maior, mas a LARGURA era a mesma, o que permitiria o encaixe e fixação ideais.
Veja a seguir, fotos da caneta, que está perfeita e funcional. E o mais importante: Uma pena perfeita que equipava uma caneta quebrada, não foi parar no lixo... Importante observar, que essa adaptação, pode ser considerada como simples. O componente enxertado, apesar de fundamental, é da mesma marca e pela montagem embutida praticamente não mudou o visual original nem a funcionalidade da caneta.
A Parker 21 MkII com pena da Parker 15/Jotter
Frankenpens
Mary Shelley é o nome da escritora. Britânica nascida em Londres no ano de 1797. Ficou famosa por um romance onde narra a história de um estudante de ciências naturais que acredita ter descoberto o segredo da fonte da geração da vida. Em seus estudos e experiências, cria um monstro. O nome do estudante? Victor Frankenstein...
O monstro, criado com pedaços de cadáveres, acabou populando o inconsciente coletivo. O sucesso da obra, tornou a palavra Frankenstein, um sinônimo de objeto construído com peças de diversos outros objetos. O termo foi adaptado e remodelado ao longo dos anos. No mundo das canetas, acabou tornando-se FRANKENPEN.
Canetas de boa qualidade, são fabricadas visando entre outros objetivos, a DURABILIDADE. Objetos duráveis, são feitos com componentes duráveis. Por vezes, uma caneta aparentemente inútil, tem vários componentes que estão em perfeita ordem e que por isso, poderiam facilmente voltarem a trabalhar. Ocorre entretanto, que freqüentemente não se encontra peças de reposição, por várias razões como modelo descontinuado, modelo raro (logo fabricou-se poucas peças e unidades) ou até mesmo pela demasiada simplicidade do modelo, que levou o fabricante a enquadrá-lo como descartável.
Um "caneteiro", raramente joga fora uma peça, por mais inútil que possa parecer. Como filho de ex-sucateiro, levo muito a sério essa regra. Uma Frankenpen, é portanto uma caneta que retomou sua funcionalidade, através da montagem com componentes de modelos e até mesmo de marcas diferentes.
Nos próximos posts, vou mostrar quatro canetas que foram salvas da lata de lixo através de enxertias de peças.
O monstro, criado com pedaços de cadáveres, acabou populando o inconsciente coletivo. O sucesso da obra, tornou a palavra Frankenstein, um sinônimo de objeto construído com peças de diversos outros objetos. O termo foi adaptado e remodelado ao longo dos anos. No mundo das canetas, acabou tornando-se FRANKENPEN.
Canetas de boa qualidade, são fabricadas visando entre outros objetivos, a DURABILIDADE. Objetos duráveis, são feitos com componentes duráveis. Por vezes, uma caneta aparentemente inútil, tem vários componentes que estão em perfeita ordem e que por isso, poderiam facilmente voltarem a trabalhar. Ocorre entretanto, que freqüentemente não se encontra peças de reposição, por várias razões como modelo descontinuado, modelo raro (logo fabricou-se poucas peças e unidades) ou até mesmo pela demasiada simplicidade do modelo, que levou o fabricante a enquadrá-lo como descartável.
Um "caneteiro", raramente joga fora uma peça, por mais inútil que possa parecer. Como filho de ex-sucateiro, levo muito a sério essa regra. Uma Frankenpen, é portanto uma caneta que retomou sua funcionalidade, através da montagem com componentes de modelos e até mesmo de marcas diferentes.
Nos próximos posts, vou mostrar quatro canetas que foram salvas da lata de lixo através de enxertias de peças.
sábado, 30 de julho de 2011
Vamos pra escola!!!
Estão acabando as férias. Me lembrei do meu tempo de garoto. Fui alfabetizado no final da década de 60 com lápis e caneta tinteiro. Esferográfica naqueles tempos, era novidade. Até a década de 50, estudantes levavam para a escola penas de mergulho e tinteiros de encaixe. As penas de mergulho eram vendidas em embalagens com 20 até 100 unidades. Feitas em aço, não tinham ponta de metal duro. As tintas, bastante corrosivas destruíam rapidamente as penas que se tornavam irritantemente rascantes. A solução era descartar a pena e trocar por uma nova.
Os tinteiros de encaixe, eram cinturados em sua base para encaixar no tampo da carteira, num furo que lá existia. Estudei num colégio na cidade de São Paulo, que ainda tinha carteiras com esse furo. Certo dia inclusive, eu ganhei quinze "bottons" do Corinthians que cabiam bem justo nesse furo. Distribuí os "bottons" pela sala encaixando-os "na marra". Não saíam nem com reza. Como a maioria da turma era de sãopaulinos, a revolta estava garantida ;-)))
Nesse panorama, uma caneta tinteiro era a salvação da lavoura para um estudante. Ainda era necessário levar o tinteiro para a escola, pois a capacidade da caneta freqüentemente não era suficiente para um dia de aulas, mas o tinteiro ficava tampado e guardado sob a carteira, de maneira muito mais segura. Em geral, um reabastecimento no intervalo principal era suficiente para terminar a jornada.
As canetas tinteiro da década de 50 e 60, eram ainda consideradas instrumentos de luxo e os fabricantes perceberam que deveriam criar modelos simplificados para diminuir custos e torná-las acessíveis aos estudantes.
Apesar de baratas, precisariam ser obrigatoriamente robustas, pois a utilização escolar, é uma das utilizações mais severas que um instrumento de escrita pode experimentar.
Os principais fabricantes, optaram então por dois caminhos distintos. O mais simples, era fabricar edições barateadas de modelos mais caros. O mais complicado, era criar projetos exclusivamente desenvolvidos para utilização escolar.
Vamos ver alguns modelos de fabricantes famosos...
Parker
A década de 50, foi marcada como divisora de águas das canetas tinteiro. E o maior expoente dessa história, foi a legendária Parker 51. Uma Parker 51 entretanto, não era uma caneta para estudantes, em parte pela sofisticação demasiada, mas principalmente pelo preço, que fazia dela uma caneta distanciada da realidade da maioria dos estudantes. A Parker tentou inicialmente, baratear a Parker 51, lançando-a com pena de aço inoxidável, protetor de reservatório simplificado e com tampa cromada. O modelo foi denominado Parker 51 "Special", que apesar de mais barato, ainda era caro demais para uso estudantil. Pra não perder o bonde da história, a Parker tratou de criar uma caneta escolar. Visualmente muito parecida com a Parker 51, nascia a Parker 21, que diferia da "prima rica", por usar um polímero mais barato (poliestireno ao invés de acrílico), por utilizar um sistema de pena mais convencional (recurva em aço inoxidável ao invés de cilíndrica em ouro como a 51) e por ter um clipe de tampa sem a famosa flecha da Parker.
Pilot
A prestigiada empresa japonesa, também fabricou canetas tinteiro no Brasil até meados da década de 70. Uma de suas mais conhecidas criações, foi a Pilot Juvenil, que como o nome não deixa duvidar, era uma caneta escolar. Tinha um design bastante avançado e abastecimento a cartucho. Uma das melhores relações custo-benefício que já tivemos em nosso país. Precisa, macia e barata.
Dollar
Pouco conhecida no Brasil, a Dollar é uma empresa paquistanesa, que fabrica uma completíssima linha de material escolar. Fabrica canetas tinteiro baratas, praticamente todas voltadas para uso escolar. A mais emblemática delas, é um modelo denominado Dollar Student Pen. É uma "piston filler" com manípulo de acionamento interno. Sua tampa encaixa na extremidade posterior do corpo com um "clique" que impossibilita a perda da tampa. Simples, barata e praticamente à prova de bala. Custa no mercado internacional, menos de US$ 5.00.
Os tinteiros de encaixe, eram cinturados em sua base para encaixar no tampo da carteira, num furo que lá existia. Estudei num colégio na cidade de São Paulo, que ainda tinha carteiras com esse furo. Certo dia inclusive, eu ganhei quinze "bottons" do Corinthians que cabiam bem justo nesse furo. Distribuí os "bottons" pela sala encaixando-os "na marra". Não saíam nem com reza. Como a maioria da turma era de sãopaulinos, a revolta estava garantida ;-)))
Carteira com furo para encaixar tinteiro
Nesse panorama, uma caneta tinteiro era a salvação da lavoura para um estudante. Ainda era necessário levar o tinteiro para a escola, pois a capacidade da caneta freqüentemente não era suficiente para um dia de aulas, mas o tinteiro ficava tampado e guardado sob a carteira, de maneira muito mais segura. Em geral, um reabastecimento no intervalo principal era suficiente para terminar a jornada.
As canetas tinteiro da década de 50 e 60, eram ainda consideradas instrumentos de luxo e os fabricantes perceberam que deveriam criar modelos simplificados para diminuir custos e torná-las acessíveis aos estudantes.
Apesar de baratas, precisariam ser obrigatoriamente robustas, pois a utilização escolar, é uma das utilizações mais severas que um instrumento de escrita pode experimentar.
Os principais fabricantes, optaram então por dois caminhos distintos. O mais simples, era fabricar edições barateadas de modelos mais caros. O mais complicado, era criar projetos exclusivamente desenvolvidos para utilização escolar.
Vamos ver alguns modelos de fabricantes famosos...
Parker
A década de 50, foi marcada como divisora de águas das canetas tinteiro. E o maior expoente dessa história, foi a legendária Parker 51. Uma Parker 51 entretanto, não era uma caneta para estudantes, em parte pela sofisticação demasiada, mas principalmente pelo preço, que fazia dela uma caneta distanciada da realidade da maioria dos estudantes. A Parker tentou inicialmente, baratear a Parker 51, lançando-a com pena de aço inoxidável, protetor de reservatório simplificado e com tampa cromada. O modelo foi denominado Parker 51 "Special", que apesar de mais barato, ainda era caro demais para uso estudantil. Pra não perder o bonde da história, a Parker tratou de criar uma caneta escolar. Visualmente muito parecida com a Parker 51, nascia a Parker 21, que diferia da "prima rica", por usar um polímero mais barato (poliestireno ao invés de acrílico), por utilizar um sistema de pena mais convencional (recurva em aço inoxidável ao invés de cilíndrica em ouro como a 51) e por ter um clipe de tampa sem a famosa flecha da Parker.
Uma Parker 21 MkII
Mas os estudantes queriam mais... Apesar do enorme sucesso da Parker 21, seus donos se ressentiam basicamente da falta do clipe em forma de flecha e também de uma pena cilíndrica como na Parker 51. Foi lançada então a Parker 21 Super, que continuou em produção até o ano de 1965.
Uma Parker 21 Super
No final da vida da Parker 21, havia ainda um modelo "Flighter" (corpo e tampa em aço inoxidável). A Parker 21 havia se tornado uma caneta mais cara e sofisticada. A Parker 45 que nasceu para ser uma caneta simples havia tomado seu lugar, sendo mais barata pois empregava técnicas de fabricação mais simples.
Pelikan
Fabricante alemão tradicionalíssimo, a Pelikan sempre foi notória por canetas de elevadíssimo padrão tecnológico, mas sua política de preços a afastava drasticamente das carteiras escolares. A Pelikan, optou então pela criação de linhas exclusivas para estudantes, sendo as mais famosas a linha Pelikano e a linha Go!
O sistema de abastecimento mais tradicional da Pelikan, era o famoso "piston filler", que pela complexidade encarecia demais uma caneta escolar. As Pelikano, por essa razão, eram quase que exclusivamente modelos a cartucho.
A Pelikan Go! M75 foi provavelmente a última "piston filler" escolar lançada pela empresa alemã. Era disponível também na versão P75, de design idêntico, mas com abastecimento por cartucho.
Uma Pelikan Go! M75
Johann Faber
Era o nome da subsidiária brasileira da empresa alemã Faber Castell. A Johann Faber, situada na cidade de São Carlos - SP, atualmente chama-se Faber Castell do Brasil. Fabricou excelentes canetas no Brasil. A mais famosa, foi a Faber Estudante. Tive uma que me acompanhou da quinta série até a faculdade. Era uma "piston filler" (na melhor tradição alemã...) com pena removível manualmente sem necessidade de ferramentas, bastando desrosquear para trocar ou para limpeza. Houve ainda uma segunda geração da Faber Estudante, com linhas mais retas e o mesmo sistema de pena removível e abastecimento "piston filler".
Uma Faber Estudante "demonstrator"
No início da década de 70, a Johann Faber, mudou radicalmente sua linha. Lançou a Faber 66, uma caneta mais sofisticada, com design inspirado na Parker 45 e com a pena muito semelhante à Sheaffer Skripsert (ambas modelos "escolares" das respectivas marcas). A Faber 66, era uma caneta abastecida a cartucho. Tinha corpo em polímero e tampa metálica em versões cromada e folheada a ouro. A versão escolar da Faber 66, era a Faber 56, idêntica em quase tudo, exceto na tampa que também era em polímero.
Uma Faber 66
Pilot
A prestigiada empresa japonesa, também fabricou canetas tinteiro no Brasil até meados da década de 70. Uma de suas mais conhecidas criações, foi a Pilot Juvenil, que como o nome não deixa duvidar, era uma caneta escolar. Tinha um design bastante avançado e abastecimento a cartucho. Uma das melhores relações custo-benefício que já tivemos em nosso país. Precisa, macia e barata.
Uma Pilot Juvenil
Dollar
Pouco conhecida no Brasil, a Dollar é uma empresa paquistanesa, que fabrica uma completíssima linha de material escolar. Fabrica canetas tinteiro baratas, praticamente todas voltadas para uso escolar. A mais emblemática delas, é um modelo denominado Dollar Student Pen. É uma "piston filler" com manípulo de acionamento interno. Sua tampa encaixa na extremidade posterior do corpo com um "clique" que impossibilita a perda da tampa. Simples, barata e praticamente à prova de bala. Custa no mercado internacional, menos de US$ 5.00.
Uma Dollar Student Pen
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