Como já falei por aqui, esferográficas nunca me animaram. Mas minha primeira paixão de escrita, não foram as canetas tinteiro. Apesar dos estadunidenses estarem francamente intencionados em acabar com a grafia manuscrita, até hoje sempre que se alfabetiza uma criança, o primeiro instrumento de escrita que se fornece a ela, é o velho e bom lápis.
Por incrível que pareça, o lápis tem até data de nascimento... Foi na Inglaterra em 06 de abril de 1564 que se descobriu a primeira jazida de grafite. Já se escrevia com carvão, mas a substância recém descoberta, provou ser muito melhor para escrita. A adição de talas de madeira para reter a peça de grafite, foi praticamente imediata, pois a substância sujava as mãos, tornando a escrita uma tarefa um tanto difícil.
Em 1761, na Alemanha, Kaspar Faber inicia a produção industrial de lápis em Nuremberg.
Mas foi no ano de 1792 que o lápis tomou a forma que conhecemos hoje. Nasceu na Áustria, inventado pelo arquiteto Joseph Hardtmuth. Até então, o grafite era torneado para se transformar em bastões cilíndricos que eram "ensanduichados" entre duas metades de madeira coladas formando o lápis. Hardmuth criou um novo processo no qual uma massa era formada pela adição de óleos, argila e PÓ de grafite. Essa mistura secava a frio e tornou-se o grafite como conhecemos até hoje. A DOSAGEM de óleo e argila, permitia duas linhas de grafite, a linha "H" com teor baixíssimo de óleo e conseqüente maior dureza de a linha "B", com teores maiores de óleo e mais macia. A necessidade de grafites diferentes, só poderia ter sido resolvida por um arquiteto...
O ponto central, é o grafite "HB". Quando se avança para o lado do "B" (B, 2B, 4B etc.), o grafite vai ficando mais macio e "borrante". Quando se avança para o lado do "H" (H, 2H, 4H etc.), o grafite vai ficando mais duro e "cortante".
Esses dois senhores, fundaram empresas que entraram no negócio e estão firmes e fortes até hoje. A alemã, tornou-se a Faber-Castell. A austríaca, tornou-se a Koh-I-Noor, que alguns anos depois, mudou-se para a Bohemia (hoje parte da república Tcheca), pela maior disponibilidade de jazidas de grafite de boa qualidade.
A massa de grafite para escrita, teria continuado inalterada até hoje, não fosse uma empresa japonesa que substituiu a argila por polímeros especiais. Estou falando da empresa Pentel...
domingo, 20 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Frankenpen IV - Koh-I-Noor Rapidograph 1950 (Segunda Parte)
Para desmontar a Rapidograph, basta desrosquear a pena e desrosquear o conjunto da bomba de alimentação (a parte vermelha). O que sobra do corpo é um tubo que pode ser limpo e lavado sem qualquer dificuldade. A bomba de alimentação é um sistema "piston filler" clássico. Girando o manípulo, um êmbolo se desloca, succionando a tinta.
Tudo limpo e montado novamente, chegou a hora de abastecer a caneta. A capacidade do sistema, é enorme. Cheia de tinta, como em qualquer "piston filler", "devolvemos" quatro gotas de tinta para o tinteiro, para criar um espaço vazio dentro do reservatório. Esse vazio é necessário para evitar transbordamentos.
Na hora de escrever, veio a primeira decepção... A pena, além de arranhar bastante, é muito seca, ou seja, tem um canal de alimentação muito fechado, o que resulta num fluxo pobre de tinta.
Pesquisando a origem da caneta, me certifiquei de que realmente era uma caneta adaptada, no maior forum de canetas tinteiro da atualidade, o Fountain Pen Network. Lá, descobri ainda, que a rosca de montagem da pena, é EXATAMENTE IDÊNTICA à rosca da famosa marca Esterbrook. E eu tinha uma pena Esterbrook sobrando...
Era uma pena Esterbrook #2668, média e com fluxo bem mais generoso do que a pena Rover. Antes de experimentar a pena Esterbrook porém, tive de desmontar a tampa da caneta. Lembrem-se que a pena agulha original da caneta, é bem fina, portanto cabe dentro de qualquer tampa. A pena Esterbrook entretanto, tem laterais bem largas, mais largas que a pena Rover inclusive. Nessas circunstâncias, era necessário avaliar se a pena iria caber com a caneta tampada, sem risco de danificar/entortar a pena.
Como tudo na Rapidograph, a tampa também é desmontável manualmente. A "jóia" (extremidade fechada da tampa), é desrosqueável e removível. Nessa operação, o clipe sai junto. Numa única peça com a jóia, fica a "inner cap" (tampa interna), que mostrou ter diâmetro largo o suficiente para não entortar a pena Esterbrook (a segunda foto mostra o encaixe).
Equipada com a pena Esterbrook, a caneta ficou perfeita. Maciez, fluxo e traço perfeitos de uma pena Esterbrook aliados a uma capacidade de tinta enorme, que permite horas de escrita sem precisar reabastecer.
Ah! Ia esquecendo... Durante as pesquisas, descobri a razão do nome... Koh-I-Noor, é um dos maiores diamantes lapidados do mundo. Foi encontrado bruto na Índia e trazido para a Inglaterra, onde foi lapidado e hoje está instalado na coroa da Rainha Mãe. Diz a lenda que paira uma maldição sobre o diamante Koh-I-Noor... Qualquer homem que coloque a mão nele, morrerá em curto período de tempo. Apenas as mulheres estão imunes a essa maldição. Por via das dúvidas, na sala de tesouro da Torre em Londres, onde são armazenadas as jóias da coroa, há uma funcionária encarregada de cuidar do Koh-I-Noor. Nenhum, homem põe a mão nele...
Tudo limpo e montado novamente, chegou a hora de abastecer a caneta. A capacidade do sistema, é enorme. Cheia de tinta, como em qualquer "piston filler", "devolvemos" quatro gotas de tinta para o tinteiro, para criar um espaço vazio dentro do reservatório. Esse vazio é necessário para evitar transbordamentos.
Na hora de escrever, veio a primeira decepção... A pena, além de arranhar bastante, é muito seca, ou seja, tem um canal de alimentação muito fechado, o que resulta num fluxo pobre de tinta.
Pesquisando a origem da caneta, me certifiquei de que realmente era uma caneta adaptada, no maior forum de canetas tinteiro da atualidade, o Fountain Pen Network. Lá, descobri ainda, que a rosca de montagem da pena, é EXATAMENTE IDÊNTICA à rosca da famosa marca Esterbrook. E eu tinha uma pena Esterbrook sobrando...
Era uma pena Esterbrook #2668, média e com fluxo bem mais generoso do que a pena Rover. Antes de experimentar a pena Esterbrook porém, tive de desmontar a tampa da caneta. Lembrem-se que a pena agulha original da caneta, é bem fina, portanto cabe dentro de qualquer tampa. A pena Esterbrook entretanto, tem laterais bem largas, mais largas que a pena Rover inclusive. Nessas circunstâncias, era necessário avaliar se a pena iria caber com a caneta tampada, sem risco de danificar/entortar a pena.
Como tudo na Rapidograph, a tampa também é desmontável manualmente. A "jóia" (extremidade fechada da tampa), é desrosqueável e removível. Nessa operação, o clipe sai junto. Numa única peça com a jóia, fica a "inner cap" (tampa interna), que mostrou ter diâmetro largo o suficiente para não entortar a pena Esterbrook (a segunda foto mostra o encaixe).
Equipada com a pena Esterbrook, a caneta ficou perfeita. Maciez, fluxo e traço perfeitos de uma pena Esterbrook aliados a uma capacidade de tinta enorme, que permite horas de escrita sem precisar reabastecer.
Ah! Ia esquecendo... Durante as pesquisas, descobri a razão do nome... Koh-I-Noor, é um dos maiores diamantes lapidados do mundo. Foi encontrado bruto na Índia e trazido para a Inglaterra, onde foi lapidado e hoje está instalado na coroa da Rainha Mãe. Diz a lenda que paira uma maldição sobre o diamante Koh-I-Noor... Qualquer homem que coloque a mão nele, morrerá em curto período de tempo. Apenas as mulheres estão imunes a essa maldição. Por via das dúvidas, na sala de tesouro da Torre em Londres, onde são armazenadas as jóias da coroa, há uma funcionária encarregada de cuidar do Koh-I-Noor. Nenhum, homem põe a mão nele...
Frankenpen IV - Koh-I-Noor Rapidograph 1950 (Primeira Parte)
Essa já chegou pronta na minha mão, fazia parte de um lote de canetas. Algo como uma limpeza de fundo de gaveta. O vendedor aparentemente não sabia o que fazer com ela e mandou junto...
Diversos detalhes, intrigavam na caneta. A começar pela marca e sua procedência... A Koh-I-Noor, é uma empresa antiquíssima e altamente conceituada. Iniciou suas atividades na Áustria no século XIX, mas rapidamente mudou-se para a Czechoslovakia, pois havia inventado a MASSA DE GRAFITE (grafite + óleo + argila), que tornou possível a fabricação de lápis e a Czechoslovakia tinha grandes jazidas de grafite em estado natural. Apesar disso, a caneta em questão, tinha a palavra GERMANY gravada em sua tampa...
Outro ponto curioso... A palavra Rapidograph, é o modelo de uma CANETA TÉCNICA fabricada da Alemanha pela empresa Rotring (atualmente pertence ao mesmo grupo dono da Parker e da Waterman). A palavra Rapidograph tornou-se tão importante, que virou sinônimo de caneta técnica.
Primeiramente, vamos falar de canetas técnicas. Em desenho técnico, utilizava-se tinta NANQUIM traçada com penas do tipo pinça (também conhecidas como "tira-linhas"), que tinham pouca autonomia e eram muito difíceis de regular traço. As canetas técnicas, traziam como novidade, uma pena cilíndrica, fina como uma agulha e com uma válvula interna de controle de fluxo. Com isso, podiam traçar uma linha de largura EXATA sem encharcar. A dificuldade maior, estava na precisão. Já imaginaram um tubo fino o suficiente para traçar linhas de 0.3 mm com um furo dentro e uma válvula passando por dentro desse furo???
Mas a caneta que eu adquiri, não era uma caneta técnica e sim uma caneta tinteiro, com pena convencional aberta, para escrever com tinta de caneta e não com nanquim...
Observando a caneta com uma lupa, vi escritos na pena os seguintes dizeres: "ROVER OSMIO"... Aí piorou de vez. Depois de muito pesquisar, acabei encontrando uma referência a uma marca ITALIANA de penas...
Procurando por RAPIDOGRAPH, acabei encontrando as seguintes imagens (observem na segunda foto, o formato da pena técnica):
Mas eram imagens de uma caneta Rotring ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA à minha Koh-I-Noor... Essa charada, não foi fácil de matar. Durante alguns anos, as empresas Koh-I-Noor e Rotring, tiveram uma parceria, pela qual emprestavam suas marcas entre si conforme os mercados para os quais exportassem. Em países onde uma marca tinha mais renome que a outra, todos os produtos eram exportados com a marca mais famosa.
Primeira conclusão: Minha caneta, era de projeto Rotring e fabricada na Alemanha
Segunda conclusão: Como não havia nenhuma referência a uma caneta Rapidograph tinteiro, minha caneta provavelmente havia sido ADAPTADA pela adição de uma pena estrangeira...
Veja agora, imagens da minha caneta, como chegou às minhas mãos:
Observe na segunda foto, a tampa traseira removida mostrando o sistema de abastecimento, um "piston filler" com o manípulo de acionamento interno.
A caneta estava limpa, mas tratava-se sem sombra de dúvidas, de uma caneta usada. Nessas circunstâncias, sempre desmonto a caneta para uma limpeza mais cuidadosa. As canetas técnicas, precisam sem sempre cuidadosamente limpas após o uso, pois a tinta nanquim depois de seca, entope totalmente os canais de passagem inutilizando a caneta. Por essa razão, canetas técnicas são projetadas para serem desmontadas manualmente sem dificuldades e usando apenas as mãos. Nenhuma ferramenta adicional costuma ser necessária.
Continua...
Diversos detalhes, intrigavam na caneta. A começar pela marca e sua procedência... A Koh-I-Noor, é uma empresa antiquíssima e altamente conceituada. Iniciou suas atividades na Áustria no século XIX, mas rapidamente mudou-se para a Czechoslovakia, pois havia inventado a MASSA DE GRAFITE (grafite + óleo + argila), que tornou possível a fabricação de lápis e a Czechoslovakia tinha grandes jazidas de grafite em estado natural. Apesar disso, a caneta em questão, tinha a palavra GERMANY gravada em sua tampa...
Outro ponto curioso... A palavra Rapidograph, é o modelo de uma CANETA TÉCNICA fabricada da Alemanha pela empresa Rotring (atualmente pertence ao mesmo grupo dono da Parker e da Waterman). A palavra Rapidograph tornou-se tão importante, que virou sinônimo de caneta técnica.
Primeiramente, vamos falar de canetas técnicas. Em desenho técnico, utilizava-se tinta NANQUIM traçada com penas do tipo pinça (também conhecidas como "tira-linhas"), que tinham pouca autonomia e eram muito difíceis de regular traço. As canetas técnicas, traziam como novidade, uma pena cilíndrica, fina como uma agulha e com uma válvula interna de controle de fluxo. Com isso, podiam traçar uma linha de largura EXATA sem encharcar. A dificuldade maior, estava na precisão. Já imaginaram um tubo fino o suficiente para traçar linhas de 0.3 mm com um furo dentro e uma válvula passando por dentro desse furo???
Mas a caneta que eu adquiri, não era uma caneta técnica e sim uma caneta tinteiro, com pena convencional aberta, para escrever com tinta de caneta e não com nanquim...
Observando a caneta com uma lupa, vi escritos na pena os seguintes dizeres: "ROVER OSMIO"... Aí piorou de vez. Depois de muito pesquisar, acabei encontrando uma referência a uma marca ITALIANA de penas...
Procurando por RAPIDOGRAPH, acabei encontrando as seguintes imagens (observem na segunda foto, o formato da pena técnica):
Mas eram imagens de uma caneta Rotring ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA à minha Koh-I-Noor... Essa charada, não foi fácil de matar. Durante alguns anos, as empresas Koh-I-Noor e Rotring, tiveram uma parceria, pela qual emprestavam suas marcas entre si conforme os mercados para os quais exportassem. Em países onde uma marca tinha mais renome que a outra, todos os produtos eram exportados com a marca mais famosa.
Primeira conclusão: Minha caneta, era de projeto Rotring e fabricada na Alemanha
Segunda conclusão: Como não havia nenhuma referência a uma caneta Rapidograph tinteiro, minha caneta provavelmente havia sido ADAPTADA pela adição de uma pena estrangeira...
Veja agora, imagens da minha caneta, como chegou às minhas mãos:
Observe na segunda foto, a tampa traseira removida mostrando o sistema de abastecimento, um "piston filler" com o manípulo de acionamento interno.
A caneta estava limpa, mas tratava-se sem sombra de dúvidas, de uma caneta usada. Nessas circunstâncias, sempre desmonto a caneta para uma limpeza mais cuidadosa. As canetas técnicas, precisam sem sempre cuidadosamente limpas após o uso, pois a tinta nanquim depois de seca, entope totalmente os canais de passagem inutilizando a caneta. Por essa razão, canetas técnicas são projetadas para serem desmontadas manualmente sem dificuldades e usando apenas as mãos. Nenhuma ferramenta adicional costuma ser necessária.
Continua...
Frankenpen III - Long Life 1950
Essa não chegou a ser propriamente uma Frankenpen... Talvez, fosse mais bem enquadrada como transplante de coração... A Long Life, é uma caneta que foi fabricada no pós guerra, durante a década de 50 (não há exatidão, pois a documentação é escassa...) na República Popular da China.
O que chamou minha atenção sobre a Long Life, foi o material de sua construção. Corpo, tampa e "nib section" da Long Life, são feitos em EBONITE, um dos polímeros mais antigos em produção. Segundo se afirma, ebonite foi descoberto por Charles Goodyear durante o processo que culminou com a invenção da vulcanização da borracha. A vulcanização, consiste de adicionar enxofre à borracha natural derretida a quente. Após esfriada, a borracha assume uma maior resistência à oxidação. Se o enxofre adicionado exceder determinada quantidade, a principal característica mecânica da borracha que é a elasticidade, se perde. Nos experimentos de Goodyear, ele percebeu que o material resultante era extremamente duro, facilmente trabalhável mecanicamente (torneamento, abrasão, polimento etc.) e que apresentava um belo brilho acetinado e escuro, assemelhado à madeira ébano (ebony em inglês), o que determinou o nome do polímero.
A Long Life, não é fabricada há muitos anos. Na China hoje, a grande maioria das canetas, inspira-se direta ou indiretamente nas canetas Parker de pena embutida. Inexplicavelmente, um enorme lote de Long Life, apareceu na Tailândia, anunciados em sites de leilão como o eBay... Num primeiro momento, a comunidade mundial de aficcionados, se perguntava se aqueles anúncios eram confiáveis, pois procediam de vendedores aparentemente desconhecidos. Os primeiros "corajosos" se arriscaram e as canetas começaram a chegar...
Não fui um dos primeiros, mas pelo valor, paguei pra ver. A caneta chegou. Tratava-se de uma caneta NOS, ou seja, sem qualquer uso, mas estocada há muitos anos. A falta absoluta de cuidados na estocagem, resultou em uma caneta totalmente suja e inoperante. Após limpa, lavada e desmontada, descobri que o "ink sac" da caneta havia se transformado em pó. Trocar um "ink sac", não é uma tarefa difícil. Difícil, seria esperar a chegada de um novo. Revirando meus guardados, encontrei um "ink sac" de Parker 51, que serviu perfeitamente.
A caneta ficou perfeita!!!
O que chamou minha atenção sobre a Long Life, foi o material de sua construção. Corpo, tampa e "nib section" da Long Life, são feitos em EBONITE, um dos polímeros mais antigos em produção. Segundo se afirma, ebonite foi descoberto por Charles Goodyear durante o processo que culminou com a invenção da vulcanização da borracha. A vulcanização, consiste de adicionar enxofre à borracha natural derretida a quente. Após esfriada, a borracha assume uma maior resistência à oxidação. Se o enxofre adicionado exceder determinada quantidade, a principal característica mecânica da borracha que é a elasticidade, se perde. Nos experimentos de Goodyear, ele percebeu que o material resultante era extremamente duro, facilmente trabalhável mecanicamente (torneamento, abrasão, polimento etc.) e que apresentava um belo brilho acetinado e escuro, assemelhado à madeira ébano (ebony em inglês), o que determinou o nome do polímero.
A Long Life, não é fabricada há muitos anos. Na China hoje, a grande maioria das canetas, inspira-se direta ou indiretamente nas canetas Parker de pena embutida. Inexplicavelmente, um enorme lote de Long Life, apareceu na Tailândia, anunciados em sites de leilão como o eBay... Num primeiro momento, a comunidade mundial de aficcionados, se perguntava se aqueles anúncios eram confiáveis, pois procediam de vendedores aparentemente desconhecidos. Os primeiros "corajosos" se arriscaram e as canetas começaram a chegar...
Não fui um dos primeiros, mas pelo valor, paguei pra ver. A caneta chegou. Tratava-se de uma caneta NOS, ou seja, sem qualquer uso, mas estocada há muitos anos. A falta absoluta de cuidados na estocagem, resultou em uma caneta totalmente suja e inoperante. Após limpa, lavada e desmontada, descobri que o "ink sac" da caneta havia se transformado em pó. Trocar um "ink sac", não é uma tarefa difícil. Difícil, seria esperar a chegada de um novo. Revirando meus guardados, encontrei um "ink sac" de Parker 51, que serviu perfeitamente.
A caneta ficou perfeita!!!
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